Fernando Pessoa
Manuel da Fonseca
José Gomes Ferreira
Alexandre O'Neill
Camilo Pessanha
José de Almada Negreiros
Eugénio de Andrade
Florbela Espanca
Drummond de Andrade
António Botto
Rui de Noronha
Cesário Verde
Antero de Quental
António Aleixo
Miguel Torga
Manuel Alegre
Sebastião da Gama
António Gedeão
Teresa Rita Lopes
Sofia de Mello-Breyner
José Fanha
Jorge de Sena
Joaquim Namorado
Vitorino Nemésio
Egito Gonçalves
José Régio
Reinaldo Ferreira
Rui Knoply
Mário de Sá-Carneiro

 
 ANTÓNIO ALEIXO (1899-1949)

Poeta popular, quase analfabeto, tendo sido pastor, servente de pedreiro e cauteleiro. Nesta última profissão, de terra em terra, de feira em feira, encontrou o ambiente inspirativo para desenvolver os dotes invulgares de fazedor de quadras de sabor aforismático e profundamente popular, a traduzirem forte “capacidade de expressão sintética de conceitos com conteúdo de pensamento moral”. “Que esperança será aquela/Que sinto desde criança/Que ainda dou restos dela/Aos que já não têm esperança?!” O tom dolorido, emanando de uma certa visão amarga da existência, com ironia por vezes mordente, traz-nos o eco da vida difícil que ao poeta foi dado viver. “O Destino, por ser forte,/esta má sorte me deu/de ter de vender a sorte/ aos mais felizes do que eu.”
Os títulos que compõem a obra de António Aleixo têm sido reeditados e desde 1969 aparecem reunidos em Este Livro que Vos Deixo …, a que posteriormente (1984) se juntou um volume de Inéditos.

In: Bibllos - Enciclopédia Verbo das Literaturas de Língua Portuguesa - 1995