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| ANTÓNIO
ALEIXO (1899-1949)
Poeta popular, quase analfabeto,
tendo sido pastor, servente de pedreiro e cauteleiro. Nesta última
profissão, de terra em terra, de feira em feira, encontrou o
ambiente inspirativo para desenvolver os dotes invulgares de fazedor
de quadras de sabor aforismático e profundamente popular, a traduzirem
forte capacidade de expressão sintética de conceitos
com conteúdo de pensamento moral. Que esperança
será aquela/Que sinto desde criança/Que ainda dou restos
dela/Aos que já não têm esperança?!
O tom dolorido, emanando de uma certa visão amarga da existência,
com ironia por vezes mordente, traz-nos o eco da vida difícil
que ao poeta foi dado viver. O Destino, por ser forte,/esta má
sorte me deu/de ter de vender a sorte/ aos mais felizes do que eu. In: Bibllos - Enciclopédia Verbo das Literaturas de Língua Portuguesa - 1995
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