Fernando Pessoa
Manuel da Fonseca
José Gomes Ferreira
Alexandre O'Neill
Camilo Pessanha
José de Almada Negreiros
Eugénio de Andrade
Florbela Espanca
Drummond de Andrade
António Botto
Rui de Noronha
Cesário Verde
Antero de Quental
António Aleixo
Miguel Torga
Manuel Alegre
Sebastião da Gama
António Gedeão
Teresa Rita Lopes
Sofia de Mello-Breyner
José Fanha
Jorge de Sena
Joaquim Namorado
Vitorino Nemésio
Egito Gonçalves
José Régio
Reinaldo Ferreira
Rui Knoply
Mário de Sá-Carneiro

 
ANTERO DE QUENTAL (1842 – 1891)

Antero Tarquínio de Quental nasceu em Ponta Delgada Açores em 1842 e aí se suicidou em 1891. A sua existência, posto que breve, decorreu em altitude moral e intelectual que explica a influência que exerceu e o renome que deixou. Podemos senti-la no In memoriam que os amigos lhe consagraram e em que sobressai o ensaio de Eça de Queirós, reproduzido nas Notas Contemporâneas, ”Um génio que era um santo” (…) Enquanto frequentou a Universidade de Coimbra, onde se formou em Direito (1858 – 1864), foi o guia da Academia em todos os movimentos provocados pelo conflito entre o conservantismo universitário e o espírito inconformista dos estudantes, que se opunham às doutrinas ultrapassadas (…)
Cumpre que a moderna poesia esqueça as etéreas Elviras, para se ocupar da Humanidade. Reivindica ela “o direito do homem em face do seu semelhante (…), da Natureza (…) de Deus”; ajudá-lo-á a conquistar “ a máxima liberdade moral (…), a emancipação dos dogmas enganosos, em política como em religião, na economia como na moral” (…) punha acima do talento “ a virtude, a independência de alma, a dignidade do pensamento”.

n: J. Prado Coelho - Dicionário de Literatura - Figueirinhas – 1978