Fernando Pessoa
Manuel da Fonseca
José Gomes Ferreira
Alexandre O'Neill
Camilo Pessanha
José de Almada Negreiros
Eugénio de Andrade
Florbela Espanca
Drummond de Andrade
António Botto
Rui de Noronha
Cesário Verde
Antero de Quental
António Aleixo
Miguel Torga
Manuel Alegre
Sebastião da Gama
António Gedeão
Teresa Rita Lopes
Sofia de Mello-Breyner
José Fanha
Jorge de Sena
Joaquim Namorado
Vitorino Nemésio
Egito Gonçalves
José Régio
Reinaldo Ferreira
Rui Knoply
Mário de Sá-Carneiro

 
Carlos DRUMMOND de ANDRADE (1902-1987)

Poeta e cronista brasileiro, fez estudos secundários em Nova Friburgo (Rio de Janeiro) e superiores em Belo Horizonte, onde se diplomou farmacêutico, profissão que nunca iria exercer. Descendente de família rural, fez-se burocrata e entregou-se às letras. Aceitou o Modernismo, de que veio a ser uma das maiores figuras. Poeta frequentemente sarcástico, irónico, cheio de humor, disfarça com isso um lirismo puro e profundo, uma enorme simpatia humana e uma constante e aguda preocupação com o sentido da vida e o destino do homem. Tem horror ao sentimento e ao patético, mas aguarda limpidez de sentimento e um agudo sentido do trágico, que comunica com muita discrição e finura. Alguns dos seus poemas, como “José”, “A Morte do Leiteiro”,A Máquina do Mundo” ou o “Caso do Vestido”, alinham –se entre os melhores da língua portuguesa. Como cronista, comenta os acontecimentos com ironia e graça, deixando sempre ver a sua preocupação com o autêntico, com as coisas essenciais do homem. Colaborou regularmente nos jornais cariocas Correio da Manhã e Jornal do Brasil.

In: Bibllos - Enciclopédia Verbo das Literaturas de Língua Portuguesa – 1995