Fernando Pessoa
Manuel da Fonseca
José Gomes Ferreira
Alexandre O'Neill
Camilo Pessanha
José de Almada Negreiros
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Florbela Espanca
Drummond de Andrade
António Botto
Rui de Noronha
Cesário Verde
Antero de Quental
António Aleixo
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Manuel Alegre
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António Gedeão
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Sofia de Mello-Breyner
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Jorge de Sena
Joaquim Namorado
Vitorino Nemésio
Egito Gonçalves
José Régio
Reinaldo Ferreira
Rui Knoply
Mário de Sá-Carneiro

 
José EGITO de Oliveira GONÇALVES (1920-2001)

Escritor português com uma actividade actividade cultural desenvolvida sobretudo a partir da cidade do Porto: é editor, no domínio do livro de poesia, está ligado á direcção de revistas como A Serpente (1951), Árvore (1951-1953), Notícias do Bloqueio (1957 – 1962) ou Limiar (iniciada em 1992), publica várias traduções de romancistas e poetas estrangeiros, desenvolve actividades teatrais e ligadas ao movimento cineclubista.
Como poeta, a sua obra tende para o estabelecimento de um equilíbrio entre duas tendências que se afirmaram nas décadas de 40 e 50: o neo – realismo e o surrealismo. Da primeira destas tendências – muito marcada em Os Arquivos do Silêncio (1963) e na recolha antológica Poemas Políticos (1980) . Egito Gonçalves recupera um sentido de intervenção, por vezes desfocado por uma muito viva expressão irónica; da segunda, a maneira como na poesia se pode valorizar a imaginação, sem que, no entanto, a sua linguagem enverede por experiências associativas surrealizantes, pela escrita automática, etc. Quanto a este aspecto, Egito Gonçalves mostra-se sempre preocupado em construir o poema (“construo os meus poemas, com as imagens adorno-os”), dando-lhes uma configuração bem delineada ou estruturada. Aproxima-se, assim, daqueles poetas que nos anos 50 – o seu primeiro livro, Poema para os Companheiros da Ilha, é de 1950 – começam a revelar uma especial atenção quanto ao papel que a linguagem desempenha na economia da própria criação poética, sobretudo através da utilização da metáfora e da imagem. Isto leva-o a estar atento a uma certa viragem que na poesia portuguesa ocorre durante a década de 60, orientando-se essa viragem para um tipo de escrita poética que reage contra a discursividade – característica esta comum a muitos textos surrealistas e neo-realistas -, contra uma figuração expansiva procurando, antes, uma linguagem o mais depurada possível, elíptica, por vezes fragmentada.(…)


In: Bibllos - Enciclopédia Verbo das Literaturas de Língua Portuguesa - 1995