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FLORBELA de Alma da Conceição ESPANCA (1894 – 1930)

Nasceu em Vila Viçosa em 1894, morreu em Matosinhos em 1930.

Personalidade excepcional, de profunda riqueza interior, fez poesia da sua experiência de mulher, com superior consciência artística – poesia generosa, convulsa e ardente, em que toda a gama do amor se desdobra, da exaltação dos sentidos ao apetite de sacrifício, aos momentos de plenitude e de beatitude aos extremos de ternura  e aos de desencanto e sofrimento, ao ressaibo amargoso das análises lúcidas, à consciência da solidão na união, da dolorosa, inelutável alteridade.
Através de estados excessivos de transporte e de aniquilamento, numa vibração prodigiosa, que raros poetas atingem, mesmo numa lírica caracterizadamente emocional como a nossa, Florbela Espanca reflecte uma fundamental insatisfação – ânsia de absoluto, de infinito.

In: J. Prado Coelho - Dicionário de Literatura - Figueirinhas – 1978