MANUEL
da FONSECA (1911-1993)
Um dos principais autores
do Neo – Realismo português. Em Lisboa se radicara desde a época
dos estudos secundários, depois dos quais frequentou, por algum
tempo, a Escola de Belas – Artes.
Destacou-se como poeta, contista e romancista. Publicou Rosa
dos Ventos ( poesia, 1940), Planície
( poesia, 1941, na colecção Novo Cancioneiro, de Coimbra),
Aldeia Nova (contos, 1942), Cerro – Maior
(romance, 1943), O Fogo e as Cinzas (contos, 1951),
Seara de Vento (romance, 1958), Poemas Completos
(1958), Um Anjo no Trapézio (contos,1968), Templo
de Solidão (contos, 1973), além de um volume de crónicas
( Crónicas Algarvias, 1986) e de uma Antologia
de Fialho d´Almeida (1984). Reelaborou alguns de seus
textos mais de uma vez, dando-lhes forma definitiva para a Obra
Completa.
Exceptuando-se os dois últimos livros e contos, de ambiência lisboeta,
trata-se de uma obra profundamente marcada pelo espaço físico
e humano do Alentejo (…)
Em íntima relação com sua produção literária, Manuel da Fonseca
desenvolveu uma intensa militância social, política e cultural,
tendo chegado a ser preso em 1965, por ter integrado o júri que
premiou Luanda, de José Luandino Vieira (…)
In: Biblos - Enciclopédia Verbo das Literaturas
de Língua portuguesa – 1995 |