Fernando Pessoa
Manuel da Fonseca
José Gomes Ferreira
Alexandre O'Neill
Camilo Pessanha
José de Almada Negreiros
Eugénio de Andrade
Florbela Espanca
Drummond de Andrade
António Botto
Rui de Noronha
Cesário Verde
Antero de Quental
António Aleixo
Miguel Torga
Manuel Alegre
Sebastião da Gama
António Gedeão
Teresa Rita Lopes
Sofia de Mello-Breyner
José Fanha
Jorge de Sena
Joaquim Namorado
Vitorino Nemésio
Egito Gonçalves
José Régio
Reinaldo Ferreira
Rui Knoply
Mário de Sá-Carneiro

 
SEBASTIÃO da GAMA  (1924-1952)

Poeta na vida e na obra, viveu na Arrábida a maior parte da sua vida. Licenciado em Filologia Românica pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, foi aluno estagiário do Ensino Técnico (1947/1949) e depois professor em Setúbal e Estremoz. Se o seu Diário de professor tivesse sido escrito em inglês ou francês, já teria corrido o mundo a mensagem pedagógica daquele professor apaixonado pela sua missão. As páginas do Diário respiram um frescor e uma espécie de lúcida candura e inculcam um método(?) que impressiona o leitor(…)
(…) Ao seu primeiro livro de versos Serra Mãe (1945) segue-se o Cabo da Boa Esperança (1948). Se no primeiro, Serra Mãe, é a Arrábida, a beleza da serra, a serenidade das suas noites, os caminhos trilhados à luz do dia ou pela noite fora, o tema central, em o Cabo da Boa Esperança (1948) este tema alarga-se. É verdade que em Serra Mãe se exprime uma inquietação religiosa profunda que o atormenta, ao longo da vida. Mas a alegria, a esperança, a juventude sentida como uma dádiva dominam o livro (…)
(…) Os volumes póstumos, Itinerário Paralelo, Pelo Sonho é que Vamos, não alteram a imagem que os volumes anteriores deixavam no leitor. O Diário, que resultou do seu estágio no Ensino Técnico, é um livro admirável em que o dia a dia de um professor nos é contado. Segredo da sua arte de ser professor as duas frases (interrogação e resposta): “Tens muito que fazer? Não. Tenho muito que amar” (…)

In: Biblos - Enciclopédia Verbo das Literaturas de Língua Portuguesa - 1995