Fernando Pessoa
Manuel da Fonseca
José Gomes Ferreira
Alexandre O'Neill
Camilo Pessanha
José de Almada Negreiros
Eugénio de Andrade
Florbela Espanca
Drummond de Andrade
António Botto
Rui de Noronha
Cesário Verde
Antero de Quental
António Aleixo
Miguel Torga
Manuel Alegre
Sebastião da Gama
António Gedeão
Teresa Rita Lopes
Sofia de Mello-Breyner
José Fanha
Jorge de Sena
Joaquim Namorado
Vitorino Nemésio
Egito Gonçalves
José Régio
Reinaldo Ferreira
Rui Knoply
Mário de Sá-Carneiro

 

 

Sofia de Mello-Breyner Andresen (1919)

  Escritora portuguesa (nascida no Porto, 1919). A sua vasta obra reparte – se pelos domínios da poesia, da prosa de ficção e da narrativa para crianças (…).
A obra poética de Sofia alberga diversos poemas e textos de carácter metapoético que explicitam esta concepção da Poesia como culto do Absoluto e do poeta como mediador. O Bem e o Mal, a salvação e a perdição, a verdade e o fingimento, a justiça e a injustiça, o puro e o impuro, o ser e o não ser, são algumas dicotomias que atravessam e constituem o suporte axiológico desta recolha. Mas o narrar não se circunscreve à indagação metafísica e à função exemplar. Ele constitui também um dos modos de comunhão com o mundo, uma das formas de religião entre o sujeito e as coisas: pela memória dos lugares amados (o mar, a praia, a casa), pela evocação das paisagens exteriores e dos ritmos interiores.

In: Biblos - Enciclopédia Verbo das Literaturas de Língua - Portuguesa 1995