Fernando Pessoa
Manuel da Fonseca
José Gomes Ferreira
Alexandre O'Neill
Camilo Pessanha
José de Almada Negreiros
Eugénio de Andrade
Florbela Espanca
Drummond de Andrade
António Botto
Rui de Noronha
Cesário Verde
Antero de Quental
António Aleixo
Miguel Torga
Manuel Alegre
Sebastião da Gama
António Gedeão
Teresa Rita Lopes
Sofia de Mello-Breyner
José Fanha
Jorge de Sena
Joaquim Namorado
Vitorino Nemésio
Egito Gonçalves
José Régio
Reinaldo Ferreira
Rui Knoply
Mário de Sá-Carneiro

 

AGORA QUE MORRESTE    MÃE

Teresa Rita Lopes


Agora que morreste  Mãe
E só em mim te tenho
Sou mais que o meu tamanho
Porque sou tu também


Tuas mãos afagam as minhas mãos
De quem são estes gestos esta pele?
Nunca me deste irmãos
Só contigo reparto o meu farnel


De quotidianos fardos e alegrias
Breves e desta brasa em chaga
Que é a tua ausência nos meus dias
Órfãos mas sempre ao colo desta mágoa


De não te ter   de te ter sido esquiva
De não te ter nunca aberto as portas
Do meu ser de nunca te ter dado   vivas
O que hoje já só são carícias mortas