ANTERO DE QUENTAL
(1842 – 1891)
Antero Tarquínio de Quental nasceu em Ponta Delgada Açores em 1842 e aí se suicidou
em 1891. A sua existência, posto que breve, decorreu em altitude moral e intelectual
que explica a influência que exerceu e o renome que deixou. Podemos senti-la no
In memoriam que os amigos lhe consagraram e em que sobressai o ensaio de
Eça de Queirós, reproduzido nas Notas Contemporâneas, ”Um génio que era um santo”
(…) Enquanto frequentou a Universidade de Coimbra, onde se formou em Direito (1858
– 1864), foi o guia da Academia em todos os movimentos provocados pelo conflito
entre o conservantismo universitário e o espírito inconformista dos estudantes,
que se opunham às doutrinas ultrapassadas (…
Cumpre que a moderna poesia esqueça as etéreas Elviras, para
se ocupar da Humanidade. Reivindica ela “o direito do homem em face do seu semelhante
(…), da Natureza (…) de Deus”; ajudá-lo-á a conquistar “ a máxima liberdade
moral (…), a emancipação dos dogmas enganosos, em política como em religião,
na economia como na moral” (…) punha acima do talento “ a virtude, a independência
de alma, a dignidade do pensamento”.
n: J. Prado Coelho - Dicionário de Literatura - Figueirinhas
– 1978