Carlos DRUMMOND de ANDRADE (1902-1987)
Poeta e cronista brasileiro, fez estudos secundários em Nova Friburgo
(Rio de Janeiro) e superiores em Belo Horizonte, onde se diplomou farmacêutico,
profissão que nunca iria exercer. Descendente de família rural, fez-se burocrata
e entregou-se às letras. Aceitou o Modernismo, de que veio a ser uma das maiores
figuras. Poeta frequentemente sarcástico, irónico, cheio de humor, disfarça
com isso um lirismo puro e profundo, uma enorme simpatia humana e uma constante
e aguda preocupação com o sentido da vida e o destino do homem. Tem horror ao
sentimento e ao patético, mas aguarda limpidez de sentimento e um agudo sentido
do trágico, que comunica com muita discrição e finura. Alguns dos seus poemas,
como “José”, “A Morte do Leiteiro”,
“A Máquina do Mundo” ou o “Caso do Vestido”, alinham
–se entre os melhores da língua portuguesa. Como cronista, comenta os acontecimentos
com ironia e graça, deixando sempre ver a sua preocupação com o autêntico, com
as coisas essenciais do homem. Colaborou regularmente nos jornais cariocas Correio
da Manhã e Jornal do Brasil.
In: Bibllos - Enciclopédia
Verbo das Literaturas de Língua Portuguesa – 1995