Personalidade excepcional, de profunda riqueza interior, fez poesia da sua experiência de mulher, com superior consciência artística – poesia generosa, convulsa e ardente, em que toda a gama do amor se desdobra, da exaltação dos sentidos ao apetite de sacrifício, aos momentos de plenitude e de beatitude aos extremos de ternura e aos de desencanto e sofrimento, ao ressaibo amargoso das análises lúcidas, à consciência da solidão na união, da dolorosa, inelutável alteridade.
In: J. Prado Coelho - Dicionário de Literatura - Figueirinhas – 1978