Não tem sido fácil conjugar a obra poética com o ensaísmo e a intensa actividade cultural deste autor. Como poeta, alinhou desde a primeira hora nas hostes do neo – realismo (…) até desaguar em formulações próximas do surrealismo (…)
(…) Porém, a obra de crítica e ensaio e a militância cultural e cívica desenvolvem – teoricamente, uma; em acto, a outra – uma demarcação do modernismo, aceite em algumas das suas premissas ou das suas consequências, mas contestado nas suas consequências sociais e políticas.
(…)Joaquim Namorado encontra uma via a seguir porque aí confirma que a poesia vivifica-se bebendo nas águas da lírica popular: ”A arte popular não é uma via de evasão, mas uma fonte inspiradora, um meio de conhecer e atingir as verdadeiras raízes do popular, o seu carácter autêntico, a sua concepção de vida e de mundo, os seus anseios e a sua luta.” (…)In: Bibllos - Enciclopédia Verbo das Literaturas de Língua Portuguesa – 1995