Entre a paz e a guerra Os mouros me cativaram Me levaram a vender Para Argel, que é sua terra, Não houve perro, nem perra,
Que o comprar-me quisera; Só o perro de um mouro A mim só comprar houvera. Dava-me tanta má vida, Tanta má vida me dera; De noite a moer esparto, De dia a pisar canela; Punha-me um freio na boca
Para eu não comer dela; Mas parabéns à ventura Da filha ser minha amiga; Quando o perro ia à caça, Comigo se divertia; Dava-me a comer pão branco Do que o perro mouro comia,
Deitava-me em catre d´ouro Junto comigo dormia. |