A grande nau Catrineta Tem os seus mastros de pinho; Olé, olé, olé, Marujinho bate o pé. O ladrão do despenseiro
Furtou a ração do vinho; Olé, olé, olé, Marujinho vira a ré.Antes de caçar as gáveas, Põe-se o ferro sempre a pique; Olé, olé, olé, Todos sabem o que é. Para a nau ficar a nado
Abrem-se as portas ao dique; Olé, olé, olé, Venham todos para a ré. Quando as gáveas vão nos rizes Ala, ala, talha os lais, Olé, olé, olé, Cada qual mostra o que é. Sobem dois a imprimir,
A rizar sobem os mais; Olé, olé, olé, Moçambique, S. Tomé. Quando o barco faz cabeça Venham todos, iça a giba; Olé, olé, olé, Quem é mouro não tem fé. Quando ele arranca o ferro,
Vira então e leva arriba; Olé, olé, olé, Vá depressa que é maré. Quando entra o quarto d´alva, Marujinho mata o bicho; Olé, olé, olé, Vê se foges, passa o pé. Antes de lavar o convés,
Varre o moço apanha o lixo; Olé, olé, olé, Quem te dá amigo é. Todo o barco que anda à costa Caça outro que se veja; Olé, olé, olé, Valha-me aqui S. José. Todo o moço quando serve
Caça a isca na bandeja; Olé, olé, olé, Muito preto tem Guiné. Inda está para nascer A mulher que m´enganar! Olé, olé, olé, Já é dia, põe-te a pé. O marujo, quando morre, Vai para o fundo do mar;
Olé, olé, olé, Assim mesmo é que é |